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O músculo do coração também enfraquece

14/05/2018

O cansaço não desaparece, as pernas e os pés ficam inchados, e a falta de ar é uma constante do dia-a-dia. A insuficiência cardíaca é uma doença que tem vindo a aumentar no nosso país. E a propensão aumenta com a idade. Hoje é o Dia Europeu da Insuficiência Cardíaca.

Victor Sanfins, cardiologista do Hospital de Guimarães, refere que a doença coronária é a causa mais frequente da insuficiência cardíaca. Uma doença que, explica, se manifesta pelo «enfraquecimento do músculo cardíaco.» «O músculo cardíaco não tem capacidade suficiente de bombear o sangue e a capacidade do oxigénio chegar aos órgãos vai reduzindo», diz.

As complicações aparecem, manifestam-se, complicam a vida. No limite, os doentes sentem falta de ar mesmo sentados, têm dificuldade a respirar deitados, e subir escadas é uma missão quase impossível. É uma doença crónica e dois terços dos doentes morrem de morte súbita.

Segundo Victor Sanfins, a insuficiência cardíaca é um dos principais motivos de internamento hospitalar, com a perda de qualidade de vida que isso significa e com os custos associados. «Controlar os fatores de risco é uma forma de prevenir a doença», sublinha o médico. Portanto, atenção ao peso a mais, atenção à tensão arterial, atenção aos hábitos alimentares, atenção ao colesterol e à diabetes.

A terapia de ressincronização cardíaca é uma opção de tratamento, sobretudo quando os doentes não respondem aos tratamentos com medicação ou até mesmo para os que aguardam um transplante de coração. Nesta terapia, implantam-se elétrodos no coração do doente que voltam a sincronizar os dois ventrículos para que funcionem em simultâneo. Desta forma, o coração consegue funcionar corretamente ao bombear o sangue para o resto do corpo.