GOOD SERVICE Consultoria de Negócios BADAJOZ Badajoz

Portugal já tratou três mil doentes em casa. "No hospital domiciliário diagnostica-se pouco e trata-se muito"

16/12/2019

Em Portugal, foram internados e tratados em casa cerca de três mil doentes, desde 2015 (quando foi criado o primeiro projeto de hospitalização domiciliária no país, em Almada, no Garcia de Orta) e até outubro deste ano. "É o equivalente a um hospital de 140 camas no mínimo", afirma, ao DN, Delfim Rodrigues, coordenador nacional do programa de hospitalização domiciliária. Segundo as contas do médico, este hospital num espaço físico custaria ao Serviço Nacional de Saúde aproximadamente 200 milhões de euros, mas em casa todos os doentes juntos terão custado sete milhões de euros.

"No futuro, os hospitais deveriam servir apenas para fazer um diagnóstico e a convalescença pode ser passada em casa. Nos hospitais, as pessoas contraem mais infeções e sentem-se fora do seu ambiente", diz Andima Ozamiz, chefe de serviço no Hospital Universitário de Cruces, em Biscaia, Espanha, onde foi implementada uma das primeiras equipas de hospitalização domiciliária da Europa. Para os médicos é um desafio; deixam a sua casa - o ambiente hospitalar - e estão mais expostos. Têm de ser capazes de antecipar, de forma ainda mais eficaz, aquilo de que os doentes precisam. "No hospital domiciliário, diagnostica-se pouco e trata-se muito", refere o especialista espanhol, ao DN, à margem da apresentação do projeto de hospitalização domiciliária do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), nesta terça-feira.